A incrível arte da convivência I
Definitivamente não vim ao mundo pra fingir que não enxergo. Apesar de não suportar Raul Seixas - me perdoem aqueles que o acham um gênio, mas definitivamente eu não acho - eu tenho uma certa vocação pra ser a mosca que pousou na sua sopa...
Acho triste ver que algumas pessoas passam a vida inteira brigando a mesma briga, muda o enredo, mas a relação não avança, não traz novas alegrias nem novos paradigmas, é sempre o mesmo disco riscado e aí, vai ver o que acontece: vive-se num estado letárgico no qual, de vez em quando, parece que se é feliz e volta-se sempre a um estado de disco riscado quando o problema reaparece - sempre o mesmo, mas com um pretexto diferente.
Inevitavelmente sobra pra alguém que passa perto e gera mais desconfortos e mal-entendidos. Nestas situações, as pessoas ficam propensas a dizer besteiras nas quais de fato não acreditam e magoam alguém que só tava passando por ali naquela hora. Quantas vezes isso não aconteceu comigo? E quantas culpas não me foram incutidas nestas circunstâncias?
Com o tempo aprendi a me preservar, mas às vezes sofro com isso. Mas aprendi também, que se vim a esse mundo com um propósito, foi o de ser feliz e isso não acontece se a gente não contribui pra felicidade alheia...pois eu estou falando de felicidade de verdade, não dos meus egoísmos, dessa felicidadezinha individual e materialista que a gente pensa que tem.
Ocorre que meus métodos às vezes irritam as pessoas, pois nem todo mundo tá a fim de refletir. E atire a primeira pedra aquele que nunca fingiu que não viu uma puta besteira que fez.
E lá vou eu cutucar os cantores do disco riscado e fico tentando mostrar que a vida pode ser melhor,mais feliz e harmoniosa, mas pra isso as pessoas precisam minimamente olhar umas para as outras e se responsabilizar pelo que fazem, comunicam e sentem. Só assim a gente pode se transformar, de verdade.
E não me venha com essa história de "eu sou sensível" - e ponto final. A sensibilidade é algo sublime, não uma desculpa pra não olhar pros próprios defeitos e deixar de se melhorar.
"Veja o que você está vendo".
Esta é uma das lições mais amorosas que já recebi na vida e olha que às vezes dói - mas é fundamental. Eu a complemento dizendo:
"Veja o que você está vendo - e mude o que precisar mudar - enquanto é tempo!"
Escrito por TaTiTaTiTaTa às 13h54
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